quarta-feira, 27 de abril de 2011

Inocente ou culpado? Em 2003, Homem Aranha afirmou ser inocente

“Não fui eu quem sumi com estas meninas. Quem pode afirmar que estas meninas estão mortas?”, destacou Homem Aranha em 2003. Meses após a entrevista, os corpos de duas crianças foram encontrados em seu quintal

Geraldo Marcelino Moreira, conhecido como Homem Aranha, tem sua história atrelada à suspeita de assassinatos, estupros e condenação. Pelas lentes do Super Canal, ele já foi flagrado na cadeia durante uma rebelião, prestando depoimentos à Polícia Civil e em uma entrevista exclusiva concedida à equipe de jornalismo da emissora no mês de fevereiro de 2003.

Sua primeira condenação foi pela morte da jovem Juliana Abdala Guilherme. Seu corpo foi encontrado em dezembro de 2002, em uma mata, onde o autor teria marcado para lhe entregar um aparelho celular. Em entrevista ao Super Canal, ele negou e tentou justificar, o que para a Justiça se tornou injustificável.


Super Canal (SC): Você matou Juliana Abdala?

HOMEM ARANHA: Se eu tivesse matado Juliana Abdala. Eu "taria" andando com um celular no bolso? Habilitado no meu nome? Eu vou te dar explicação da Juliana. Tenho sim! Eu "tava" com telefone e toda hora tava uma pessoa ligando e falando para mim que o telefone era dela. Eu desci na loja e perguntei: Este telefone é roubado?

SC: Você fez então aquele encontro para entregar o telefone?

HOMEM ARANHA: Observa! (pausa) Tem mais gente neste meio vai dar é problema para mim

 
Quando preso e já respondendo por um crime de homicídio, eis que surge uma nova acusação, desta vez pelas mortes das meninas Thaís Gracielle Inácio e Natália Celeste da Silva Moraes. Desaparecidas desde 2002, quando Homem Aranha estava em liberdade, somente após três anos do desaparecimento das crianças, que os corpos foram encontrados no quintal da sua casa, na rua João Tiola,em julho de 2005. Em entrevista concedida no ano de 2003, antes da descoberta do local onde os corpos estavam enterrados, a versão do principal suspeito era a seguinte:

SC: Você matou as meninas Thaís e Natália?

HOMEM ARANHA: Eu vou te responder sinceramente. Eu não conheço essas pessoas e não fui eu quem sumi com estas meninas. Quem pode afirmar que estas meninas estão mortas?

SC: Então é não?

HOMEM ARANHA: Não!

SC: Eu não conheço essas meninas. Nunca andei com estas meninas. Não conheço família delas. Não conheço família delas. Ninguém me viu com estas meninas. Eu não tenho vínculo nenhum com a família. Como que uma moça, umas meninas deste tamanho vai sair acompanhando alguém pelo meio da rua? Não existe isso não, ué?!

Em determinado momento da entrevista, o suspeito destacou que tinha informações de que um alguém teria visto as crianças e destacou:

HOMEM ARANHA: Você não procura um cara lá em cima, não? Se eu te der o endereço dele, não? Ele falou para a minha família que sabe quem pegou as meninas.

SC: Qual o nome dele?

HOMEM ARANHA: Ah não sei. Ela falou o nome e eu esqueci.

Após o aparecimento dos corpos enterrados em seu quinta, à Polícia ele contou a versão de que durante uma carona às duas crianças ocorreu um acidente de carro e que Natália e Thaís morreram no acidente. Foi quando então decidiu enterrá-las. A versão se manteve, a Polícia continuou a investigação, as famílias choraram e choram pela perda de duas crianças, de apenas 10 anos de idade.

Pela segunda vez Geraldo será julgado por homicídio. Sentar na cadeira do réu representa para a família das duas crianças, o desejo de justiça. Mas caberá á Justiça julgar e condenar. A expectativa é de que o réu volte a negar sua participação no crime e mantenha a versão de inocente.  Para finalizar a entrevista, ele deixou um recado.

HOMEM ARANHA: Eu acredito muito na verdade. Acredito no trabalho da promotoria. Você acha que se eu tivesse culpado. Minha mulher estaria me apoiando? Se eu fosse um homem de andar de madrugada. Minha mulher não saberia? E ficaria me apoiando?

SC: Foi você quem matou? Eu te garanto uma coisa para você. Ah! Deixa eu ver o desfecho deste "trem"! Eu conseguir um mandado. Consegue pra mim?! Com o juiz, uma garantia de vida. Para mim aqui dentro. Aí eu vou conversar sério com você. Vou te falar o que ele fez comigo (referindo-se a um policial). Vou te falar tudo!

Conforme segue em página virtual do Tribunal de Justiça de Minas Gerais segue confirmado para esta quinta-feira, dia 28, em Caratinga, o julgamento de Geraldo Marcelino Moreira.


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