Notícia

corpo da doméstica Alessandra Soares, de 29 anos, foi encontrado ontem, enterrado num terreno, na rua Manuel de Souza Neto, no alto do Bairro Belvedere, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.


Corpo de doméstica é encontrado em Valadares

Familiares da vítima reconheceram as roupas encontradas junto ao corpo que já estava em adiantado estado de putrefação


GOVERNADOR VALADARES - O corpo da doméstica Alessandra Soares, de 29 anos, foi encontrado ontem, enterrado num terreno, na rua Manuel de Souza Neto, no alto do Bairro Belvedere, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. A mulher estava desaparecida desde o último dia 13 de maio.

Familiares da vítima, que foram ao Instituto Médico Legal (IML), reconheceram as roupas encontradas junto ao corpo que já estava em adiantado estado de putrefação. Segundo adiantou a polícia, Alessandra estava com um hematoma no crânio. Um lado do exame de necropsia vai apontar as causas da morte. O suposto amante da vítima, e o principal suspeito de cometer o crime, foi preso ontem.

A Polícia Civil (PC) chegou ao corpo de Alessandra após receber denuncia de um morador do bairro que reclamava do mau cheiro que vinha de um amontoado de terra. Uma retro escavadeira foi usada para retirar a vítima da cova. O caso, que era investigado pelo setor de desaparecimento da Polícia Civil, foi remetido na última sexta-feira, 20, à delegacia de Homicídio da cidade, após a polícia praticamente descartar a possibilidade de encontrar a jovem com vida.
 

De acordo com as investigações, Alessandra teria sumido no fim da tarde do dia 13. Após sacar dinheiro no centro de Valadares, a mulher voltou para casa, no Bairro São Raimundo, na Região da Ibituruna, onde vivia com os filhos, de 7 e 13 anos e a mãe. “Logo em seguida ela pegou um capacete e se encontrou com um rapaz que estava numa moto e saiu para não mais ser vista, sem dizer para onde iria”, conta o marido de Alessandra, Francismar de Souza Alves,30, que esteve ontem no IML, ao lado de uma prima da vítima para fazer o reconhecimento do corpo. “Agora esperamos que esse rapaz pague pelo que fez. Nunca esperava entrar numa sala de IML para reconhecer minha esposa”, disse emocionado.


Alessandra estava grávida de três meses. A gravidez seria fruto do relacionamento extraconjugal com um amante, que morava a dois quarteirões da casa onde a domestica morava. Francismar, o marido de Alessandra, havia se mudado em outubro do ano passado para Vitória, no Espírito Santo, onde trabalhava com vendas. Ele planejava levar a mulher e os filhos para a capital capixaba.


..::DEIXE SEU COMENTÁRIO::..