última modificação 19/09/2011 Fonte: Super canal
As drogas estavam escondidas dentro das caixas de energia elétrica da casa do casal. Há vários dias a Polícia Civil já monitorava uma constante movimentação de usuários de drogas na residência
Mírian Gomes Florenço de 34 anos e Eduardo Américo Luiz de 28 foram presos acusados pelo crime de tráfico de drogas nesta última sexta-feira (16), no Bairro Anápolis. Na casa do casal, os policiais civis apreenderam 300 pedras de crack prontas para serem comercializadas, duas buchas de maconha e R$ 44,00 em dinheiro.
Mírian já tem passagem pela polícia por tráfico e Eduardo por homicídio. Há vários dias, a Polícia Civil já monitorava e investigava a constante movimentação de usuários de entorpecentes na residência do casal.
“A Polícia Civil já estava recebendo informações de que havia tráfico nesse local. Então o que nós fizemos, monitoramos essa residência por cerca de cinco dias que foram suficientes para identificar o “modus operandi” desses traficantes. Nós percebemos que a porta da casa ficava fechada na maioria do tempo, que a droga era entregue pela janela, que havia uma movimentação muito rápida e os usuários tinham uma rota própria para sair com essa droga. Então, quando a Polícia Civil convenceu de que era o momento propício de adentrar na residência, pegamos os dois autores na sala da casa e eles não tiveram tempo nem de esboçar reação”, disse o Detetive, Whesley Adriano.
Nessa apreensão de drogas realizada pelos policiais civis, as pedras de crack foram encontradas escondidas em um local inusitado da residência. “Na busca feita no interior dessa casa, o interessante é que as pedras de crack estavam distribuídas nas caixas de energia da casa”, informou o detetive da Polícia Civil.
Na delegacia de Polícia Civil, Eduardo não quis falar com a imprensa. Já Mírian, confessou ter envolvimento com o tráfico de drogas e que comprou os entorpecentes fora da cidade. “Eu fui até Governador Valadares e comprei as drogas”, afirmou Mírian.
Segundo o detetive Whesley Adriano, a intensa movimentação de usuários de drogas na casa do casal também foi fundamental para a prisão dos dois. “Os compradores dessas drogas, na verdade, sem querer, acabaram contribuindo com a polícia. Porque eles mostraram para gente como o crime estava sendo realizado”, ressaltou o Detetive Whesley.
As investigações da Polícia Civil ainda não estão encerradas e caso o casal seja condenado, Mírian e Eduardo podem pegar vários anos de prisão. “Os dois vão ser autuados, ficar presos, e a Polícia Civil vai entregar o inquérito à Justiça. A pena para o tráfico é de 5 a 15 anos e a associação para o tráfico é de 3 a 10 anos. Como eles estavam associados para o tráfico, possivelmente eles vão ser julgados e condenados por tráfico e associação para o tráfico”, disse o Delegado João Lopes de Sá Neto.
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