quarta-feira, 18 de julho de 2012

Anatel suspende venda de chips da Oi, Claro e TIM em vários estados brasileiros



A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou nesta quarta-feira, 17/7, durante uma coletiva de imprensa, que irá suspender a venda de chips de três grandes operadoras de telefonia móvel no país - Oi, Claro e TIM - a partir da próxima segunda-feira (23/07). Caso descumpram a decisão, as empresas poderão ser multadas em R$ 200 mil por dia.
O veto aconteceu devido ao grande número de reclamações que a agência tem recebido com relação aos serviços prestados pelas empresas. Somadas, as três operadoras detêm 70% do mercado de telefonia móvel no território nacional. A Claro possui 24,59%, a Oi 18,59% e a TIM 26,88% do montante total.
As operadoras terão 30 dias para apresentar um plano claro de investimento para resolver os problemas na prestação dos seus serviços. O planejamento deve prever os próximos dois anos. Enquanto elas não apresentarem esse relatório, as vendas estarão suspensas.
O órgão exige que as operadoras melhorem a qualidade de suas redes, as chamadas e também o atendimento dos clientes em call-centers. A Anatel também acredita que com o aumento da cartela de clientes, a qualidade de seus serviços prestados deverá evoluir paralelamente.
"Nós consideramos que a medida é extrema, mas importante para fazermos uma arrumação no setor. Estamos enfrentando momentos decisivos como a implantação da conexão 4G e dos eventos esportivos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016", afirmou João Rezende, presidente da Anatel.
A venda de novas linhas ativas da TIM deverá ser proibida em 15 estados brasileiros, enquanto as da Oi serão suspensas em seis e da Claro em três. A maior operadora do país, a Vivo, ficou de fora da decisão da agência e as vendas de suas linhas não serão suspensas.
Na última semana, a Anatel divulgou que pretendia proibir as vendas da TIM, mas que antes disso deveria aprofundar suas investigações quanto às outras empresas. O ministro das Telecomunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a proibição das vendas deveria ser a última atitude a ser tomada para fazer uma empresa resolver seus problemas.
Estamos em contato com as assessorias das três operadoras, e atualizaremos a nota assim que tivermos mais informações.



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