quarta-feira, 27 de abril de 2011

Matador de crianças vai a julgamento em Caratinga


Crime ocorreu em 2002 e ossadas das vítimas foram achadas três anos depois Somente agora o acusado vai a júri


CORPO DE BOMBEIRO/DIVULGAÇÃO
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As ossadas foram encontradas dentro de um poço artesiano na casa de Geraldo
DIÁRIO DE CARATINGA
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Geraldo Marcelino Moreira é acusado de matar quatro mulheres
         
















CARATINGA – Está marcado para  quinta-feira (28), em Caratinga, Região Leste do Estado, o julgamento de Geraldo Marcelino Moreira, o “homem-aranha”, acusado de matar quatro mulheres da região e pelo assassinato de duas crianças, Thaís Grazielle Inácio e Natália Celeste da Silva Moraes, ambas de 10 anos, em 2002.

As ossadas das jovens foram encontradas em 2005 dentro de um poço artesiano, no quintal da casa do acusado. No mesmo lugar, foram achados restos mortais de uma adolescente que a polícia suspeita ser de outra menina desaparecida.

Thaís e Natália eram amigas. Elas sumiram no dia 21 de novembro de 2002, quando preparavam um piquenique para o dia seguinte. As meninas foram vistas pela última vez no Bairro Esperança, onde moravam. Em julho de 2005, após denúncia anônima, as ossadas das duas foram localizadas no quintal da casa do “homem-aranha”, na Rua João Tiola, Morro da Antena. Estavam dentro de uma cisterna desativada, debaixo de uma horta. Preso, o suspeito disse à polícia que as meninas lhe pediram carona e teriam morrido em um acidente que sofreram.

Ele alegou que estava sendo investigado pela morte de Juliana Abdala, 26 anos, ocorrida em 26 de novembro de 2002, e por isso preferiu sepultar os corpos das meninas no quintal de sua casa. "Não queria “mais problemas com a polícia”, alegou. Junto às ossadas, a polícia encontrou os restos mortais de adolescente e suspeita que sejam de Josiane Karine Cristóvão Fernandes, desaparecida em outubro de 2002 quando tinha 12 anos. A adolescente morava na mesma rua do acusado.

Exames de DNA foram feitos, mas não teriam sido conclusivos e a ossada ainda não foi identificada. No poço artesiano foram encontrados ainda fragmentos de cobertor, corda, correntes, fios elétricos e roupas queimadas. Os exames feitos não determinaram o tempo de morte nem constataram se as meninas foram violentadas sexualmente e tiveram os corpos queimados, como suspeita a polícia.

Preso, “homem-aranha” foi julgado e condenado há 27 anos de reclusão pela morte de Juliana Abdala e agora volta a sentar no banco dos réus para responder pela morte e ocultação dos cadáveres de Thaís e Natália. Ele cumpre pena na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no Leste do Estado, e será defendido pelo advogado Anderson Humberto Parreira, nomeado pelo Estado. O julgamento vai acontecer no Fórum Desembargador Faria e Souza, Caratinga. Temendo revolta popular, a polícia vai reforçar a segurança no local.

Os pais de Natália, Sávio de Almeida e a dona de casa Silvana Aparecida da Silva Moraes, ainda não conseguiram se recuperar da tragédia. “Minha mulher está doente desde que perdemos nossa filha com aquela brutalidade. Passou a ter depressão e tomar seis tipos de remédios por dia. A justiça precisa ser feita, mas está demorando demais”, disse Sávio. Os pais de Thaís teriam se mudado do bairro e não foram localizados.



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